
Painel de gestão de carregamento em áreas comuns: controlo por utilizador em prédios e condomínios
Num estacionamento partilhado, a parte técnica do carregamento de veículos elétricos não é tão difícil como se pensa: instala-se uma linha adequada, fixa-se o equipamento na parede e o carro carrega. A parte difícil começa depois. Quem gastou a eletricidade? Como é que isso se reflete nas despesas comuns? E se alguém que não mora no prédio vier utilizá-lo? A resposta a estas perguntas não está no equipamento em si, mas no painel de gestão que está por trás dele. Nas áreas comuns, o que pesa na decisão, na maioria das vezes, não é a potência do equipamento, mas sim a existência ou não desta camada de gestão.
Porque é que o carregamento em áreas comuns é um problema à parte?
Na garagem de casa, um carregador serve um único utilizador: o contador já é do próprio e o consumo entra diretamente na sua fatura. Numa área comum, pelo contrário, o equipamento é, na maioria dos casos, alimentado pela eletricidade das partes comuns e utilizado por várias pessoas. Se a administração não deixar claros quatro pontos, o equipamento depressa se torna motivo de discussão:
- Autorização: quem pode utilizar o equipamento? Os veículos de visitantes também estão incluídos?
- Medição: quanta energia consumiu cada utilizador?
- Capacidade: se dois carros começarem a carregar ao mesmo tempo, a potência contratada do prédio é ultrapassada?
- Responsabilidade: quem trata do acompanhamento das avarias e da repartição das despesas?
No fundo, estes quatro pontos remetem para uma única necessidade: deixar registado quem utiliza o carregador da área comum, quanto consome e com que autorização. Sem registo, a repartição das despesas fica entregue a estimativas, e as estimativas são, na administração de um condomínio, a forma mais rápida de criar desentendimentos.
O que faz exatamente o painel de gestão?
O painel de gestão é o software que gere o carregador à distância através do protocolo OCPP. Na Bemis, o painel pode ser utilizado tanto no navegador web como na aplicação móvel; o equipamento liga-se à internet por Wi-Fi ou, nos modelos com módulo GSM, através da rede móvel. Nas áreas comuns, o painel assegura as seguintes funções:
- Registo de utilizadores: o administrador cria os utilizadores no painel e retira-lhes a autorização quando for necessário.
- Associação de cartões RFID: é atribuído um cartão a cada utilizador; quem não tiver um cartão registado não consegue pôr o equipamento a funcionar.
- Relatórios por utilizador: a energia consumida por cada utilizador aparece em separado.
- Monitorização e controlo remotos: a sessão de carregamento é acompanhada em tempo real e pode ser iniciada ou interrompida à distância.
- Balanceamento dinâmico de carga: quando vários equipamentos funcionam em simultâneo, a potência disponível é repartida automaticamente, sem ultrapassar o limite da potência contratada.
- Definição do preço por kWh: o administrador fixa no painel o preço unitário da energia.
- Saldo pré-pago no cartão RFID: o administrador atribui saldo ao cartão antecipadamente; o utilizador só pode carregar até ao limite desse saldo e, quando este se esgota, o cartão deixa de funcionar.
Estes dois últimos pontos mudam de raiz o verdadeiro problema das áreas comuns: a cobrança. No modelo clássico, primeiro gasta-se a energia, depois calcula-se quanto cabe a cada um e, por fim, é preciso andar atrás das pessoas para cobrar. Com o saldo pré-pago, a ordem inverte-se: o administrador define o preço por kWh, atribui saldo ao cartão do utilizador e este só carrega até ao limite desse saldo. Quando o saldo se esgota, o equipamento deixa de funcionar com esse cartão. Assim, nunca chega a existir uma dívida para cobrar, e a administração vê a qualquer momento, no relatório por utilizador, o que foi consumido.
Porque é que o software de gestão de carregamento se torna um custo à parte?
O carregador compra-se uma vez; já o software de gestão é, no setor, habitualmente estruturado como um custo recorrente, sob a forma de subscrição mensal ou licença anual por equipamento. Esta rubrica, que parece pequena num único equipamento, passa a pesar nas despesas de exploração à medida que o número de equipamentos aumenta e torna a decisão mais difícil nas áreas comuns. As administrações comparam muitas vezes o preço do equipamento, mas não contabilizam o encargo da subscrição que vem a seguir.
Na Bemis, o painel de gestão de áreas comuns é gratuito. Na compra do equipamento, o painel está incluído e não há qualquer subscrição ou licença a pagar à parte. Para uma administração que esteja a avaliar um investimento numa área comum, é esta a diferença entre um custo pontual e um custo recorrente, com impacto direto no custo total de propriedade.
Em que equipamentos é gratuito?
O painel de gestão gratuito aplica-se às famílias Charger Plus 2 e Charger Pro 2, concebidas para utilização partilhada. Ambas as séries suportam o protocolo OCPP 1.6, fazem a autorização por cartão RFID e têm potência ajustável entre 3,7 e 22 kW. Nas páginas de produto, estes equipamentos estão assinalados com o selo «Painel de gestão gratuito»; já o Charger 2, de entrada de gama, não foi concebido para a gestão de utilização partilhada.
Três questões a esclarecer antes da instalação
- Decisão do condomínio: a instalação de um equipamento numa área comum exige uma deliberação dos condóminos. Convém deixar por escrito, desde o início, que utilizadores vão ser autorizados e como vão ser repartidas as despesas.
- Infraestrutura elétrica: o equipamento vai ser alimentado pelo contador das partes comuns ou vai ser instalada uma linha própria? O quadro elétrico existente e a potência contratada devem ser avaliados por um eletricista credenciado.
- Plano de capacidade: se hoje há um carro, amanhã podem ser três. Um equipamento com balanceamento dinâmico de carga evita, no futuro, a despesa de renovar a linha.
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Modelos Wallbox ACPerguntas frequentes
Quem paga a eletricidade de um carregador instalado no estacionamento de um prédio?
Se o equipamento for alimentado pela eletricidade das partes comuns, o consumo entra primeiro nas despesas comuns, o que significa que os vizinhos que não o utilizam acabam por partilhar o custo. O painel de gestão resolve isto em dois passos: é atribuído um cartão RFID a cada utilizador e a energia consumida é registada por utilizador; além disso, o administrador pode definir o preço por kWh e atribuir saldo ao cartão antecipadamente. Como o utilizador só carrega até ao limite do saldo carregado previamente no cartão, o valor que recai sobre as despesas comuns fica coberto de antemão e não sobra nenhuma dívida para cobrar mais tarde.
É obrigatório pagar uma mensalidade pelo software de gestão de carregamento?
No setor, o software de gestão de carregamento é normalmente disponibilizado através de uma subscrição mensal ou uma licença anual por equipamento. Esse valor, que parece pequeno num único equipamento, transforma-se numa rubrica permanente das despesas de exploração à medida que o número de equipamentos cresce, e prolonga o prazo de retorno do investimento na área comum. O painel de gestão de áreas comuns da Bemis é gratuito: vem incluído nos equipamentos Charger Plus 2 e Charger Pro 2, sem qualquer subscrição ou licença adicional. Ao comparar equipamentos, convém olhar não só para o preço do hardware, mas também para o custo de software que vem a seguir.
Alguém que não mora no prédio pode utilizar o carregador?
A autorização é feita com cartão RFID; quem não tiver um cartão registado no painel não consegue pôr o equipamento a funcionar. O administrador pode, a qualquer momento, adicionar novos utilizadores no painel ou retirar a autorização a um utilizador existente. Assim, a decisão de permitir ou não a utilização por visitantes, e de quem fica autorizado em que período, fica totalmente nas mãos da administração. Quando um morador se muda, deixa de poder utilizar o equipamento no momento em que a sua autorização é retirada no painel, sem qualquer operação física, como recolher cartões ou trocar fechaduras.
Se vários carros carregarem ao mesmo tempo, a eletricidade do prédio chega?
É exatamente para isso que serve o balanceamento dinâmico de carga: quando os equipamentos funcionam em simultâneo, repartem entre si a potência disponível e impedem que a potência contratada do prédio seja ultrapassada. Assim, quando dois carros começam a carregar ao mesmo tempo, o disjuntor não dispara; cada carro apenas demora um pouco mais a carregar. O número de carros que vão carregar em simultâneo, a potência contratada do prédio e a instalação existente devem ser avaliados em conjunto com um eletricista credenciado. Escolher um equipamento com balanceamento de carga também adia a despesa de renovar a linha quando, mais tarde, o número de carros aumentar.
É possível utilizar o painel de gestão no telemóvel?
Sim. O painel pode ser utilizado tanto no navegador web como na aplicação móvel; o administrador pode consultar os relatórios no computador e tratar das tarefas do dia a dia no telemóvel. O equipamento liga-se à internet por Wi-Fi e, nos modelos com módulo GSM, também através da rede móvel. Esta segunda opção é especialmente útil em parques de estacionamento cobertos, porque a rede sem fios do prédio muitas vezes não chega à cave. O método de ligação é escolhido na fase de instalação e é dele que depende a monitorização remota do equipamento.
Que equipamentos Bemis suportam a gestão de áreas comuns?
As famílias Charger Plus 2 e Charger Pro 2 foram concebidas para utilização partilhada. Ambas incluem suporte OCPP 1.6, autorização por cartão RFID e balanceamento dinâmico de carga; a potência é ajustável entre 3,7 e 22 kW, pelo que pode ser reduzida de acordo com o limite da instalação do prédio. Nestas duas famílias, o painel de gestão de áreas comuns é gratuito e, nas páginas de produto, os equipamentos estão assinalados com o selo «Painel de gestão gratuito». Já o Charger 2, de entrada de gama, foi concebido para uso doméstico com um único utilizador e não está abrangido pela gestão de áreas comuns.
O que acontece quando o saldo do cartão RFID se esgota?
Um cartão sem saldo não consegue iniciar o carregamento; o equipamento não funciona com esse cartão. O utilizador pede à administração que reforce o saldo e retoma o carregamento a partir daí. O reforço de saldo é feito pelo administrador no painel, pelo que o utilizador não precisa de qualquer sistema de pagamento à parte. Este modelo é especialmente útil em prédios e condomínios: a administração recebe primeiro o dinheiro e só depois há utilização; ninguém tem de telefonar a lembrar dívidas e não surgem valores inesperados nas despesas comuns.
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